UM NÓ
Uma dor no peito, vontade de não estar, a vontade que invade é somente de dormir, para quando acordar tudo ter acabado, esse monstro que está no peito, que parece dar um nó, é como se um pedaço de pão estivesse, parado entre os ossos. Um calafrio percorre a pele, numa sensação de frio e arrepio, mas nada faz o nó no peito passar. Mas essa sensação pode passar basta que o telefone toque, mas ele insiste em não tocar. O desejo de não estar é sufocado pela realidade e pela consciência do que a vida me dá. Mas o nó no peito continua e a razão não consegue dominar. As lágrimas lutam para sair, mas elas não têm forças ou tem medo do que possam encontrar. Medo que é sufocado por um medo de sofrer, de se mostrar de se deixar levar. O sol está brilhando e lindo, e mesmo amando um dia ensolarado, a vontade é de não se mostrar para o mundo, a vontade é não ter vontade, é dormir para acordar para uma nova sensação. AH!!! Amar.......... Como é gostoso, é muito maior que qualquer coisa que se possa imaginar. Mas o nó no peito insiste em sufocar, sem deixar a razão entender o que se passa por dentro desse corpo que luta junto com a razão para não se deixar levar. Mas o telefone insiste em não tocar. A noite foi escura e fria, era como estar sozinha no espaço, flutuando, perdida no espaço sem gravidade que pudesse fixar. O medo impede de ver a beleza que a vida dá, o cansaço é domina por tanta coisa que a sociedade prever para raciocinar. Pensar feito criança e poder a vida aproveitar. Tudo está chegando ao final, Sai e sentir-se estranha a todos e a qualquer lugar. A graça não acompanha mais apenas o nó no peito e o telefone que desistiu de tocar.
SOLIDÃO
Solidão Palavra inversa, Palavra dispersa, No ar, só, sem resposta.
Solidão É o copo vazio, É o corpo vadio, Sem proposta.
Solidão É se estar distante, Ausente de si, Não obstante, Presente e triste.
Solidão É a busca, a procura, Na noite escura De algo que inexiste.
Solidão É o monólogo da alma É a perda da calma, É a loucura porvir.
Solidão É gritar no alto da montanha E o eco, que coisa estranha, A gente não ouvir.(LUIZ GONZAGA MOTTA)
Escrito por Ternurinha às 10h30
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