Ternurinha assis
   
 
   
BRASIL, Centro-Oeste, GOIANIA, PARQUE SANTA RITA, Mulher, de 36 a 45 anos, Música
 

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É SO UMA ESTÓRIA

 

Conta um lenda que em uma bela floresta apesar dos perigos, existia um casulo que continha uma larva, que resistia em se tornar borboleta, para voar e viver as belas coisas da vida. Para ela aquilo era suficiente. Num determinado dia ela acordou radiante, tudo era belo e colorido. Ela estava muito feliz por ter descoberto a energia que irradiava do rei Sol e chegou até a não separar se essa luz era interior ou exterior. Ela não acreditava nas cores que viam, e, que tinha deixado de admirar pelos medos. Como o verde era verde, como eram maravilhosas as cores que possuía a floresta! A floresta tinha uma luz intensa que ela até quis esquecer a escuridão que estava acostumada. Admirava os animais, as plantas, até seu casulo era bem diferente olhando por este ângulo... A brisa que tocava seu rosto era de um frescor que ela não conseguia explicar, nem a água apresentava perigo à sua existência. Esse era o que ela acreditava ser o paraíso, e ela não queria preocupar, queria apenas aproveitar. Aproveitou cada minuto, cada nova amizade, cada lugar que conhecia. E ela amou, amou tudo isso, e se entregou. O medo que ela tinha de sair do casulo tinha ficado para trás, parecia não existir, havia segurança, ousadia e coragem. Ela nem queria piscar os olhos, pois temia que todo aquele encanto e esse mundo fossem desaparecer. Tudo o que ela queria era acreditar que tinha criado asas e tinha forças para voar.

Mas de repente em um piscar de olhos, ela acordou, e tudo voltou ao normal, nada tinha mais aquelas cores, não havia brisa, não existia frescor das águas, as cores eram cinza. Porém uma coisa não voltou a ser como antes, sua vida não era mais a mesma, ela havia vivido uma experiência que ela acreditava ser real, apesar de saber que era um sonho. Agora restavam as belas lembranças, só restavam os bons momentos. O que restava era dar andamento em tudo sem acreditar que poderia novamente ver como ela viu, pois para ela a realidade era na cor que via agora, cinza....

Porém por uma coisa ela ficou muito, muito triste, ela continuava com medo, sem coragem e sem forças para sair do casulo e voar. A sua fonte de luz e energia que renovava suas forças em seu sonho já não existia mais, e ela preferiu ficar em seu lugar, sabendo que, o que lhe faltava era essa força, essa luz, e sua energia tinha se exaurido. Para ela cor, luz, beleza e energia não passavam de um sonho.

Mas ela se apegava a uma coisa para não desistir: ela não apagou e não queria apagar as lembranças e o sentimento de tudo que ela viveu naquele sonho. Apesar dos medos, ela conseguiu ter esperança de um dia perder esse medo e ter forças para romper as barreiras e poder voar.



Escrito por Ternurinha às 09h18
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De bem

“Tudo me diz que estou prestes a tomar uma decisão errada, mas os erros são uma maneira de agir. O que o mundo quer de mim? Que não corra meus riscos? Que volte de onde vim, sem coragem de dizer “sim” para a vida?”(Paulo Coelho – 11 minutos)

 

“A pouca experiência de vida que tenho me ensinou que ninguém é dono de nada, tudo é uma ilusão – e isso vai dos bens materiais ou bens espirituais. Quem já perdeu alguma coisa que tinha como garantida (algo que já me aconteceu tantas vezes), termina por aprender que nada lhe pertence. E se nada me pertence, tampouco preciso gastar o meu tempo cuidando das coisas que não são minhas; melhor viver como se hoje fosse o primeiro (ou o último) dia da minha vida” (Paulo Coelho – 11 minutos)

 

Estou sem ação, para este momento esse trecho é tudo que eu quero expressar.

 

 



Escrito por Ternurinha às 22h45
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