É SO UMA ESTÓRIA

Conta um lenda que em uma bela floresta apesar dos perigos, existia um casulo que continha uma larva, que resistia em se tornar borboleta, para voar e viver as belas coisas da vida. Para ela aquilo era suficiente. Num determinado dia ela acordou radiante, tudo era belo e colorido. Ela estava muito feliz por ter descoberto a energia que irradiava do rei Sol e chegou até a não separar se essa luz era interior ou exterior. Ela não acreditava nas cores que viam, e, que tinha deixado de admirar pelos medos. Como o verde era verde, como eram maravilhosas as cores que possuía a floresta! A floresta tinha uma luz intensa que ela até quis esquecer a escuridão que estava acostumada. Admirava os animais, as plantas, até seu casulo era bem diferente olhando por este ângulo... A brisa que tocava seu rosto era de um frescor que ela não conseguia explicar, nem a água apresentava perigo à sua existência. Esse era o que ela acreditava ser o paraíso, e ela não queria preocupar, queria apenas aproveitar. Aproveitou cada minuto, cada nova amizade, cada lugar que conhecia. E ela amou, amou tudo isso, e se entregou. O medo que ela tinha de sair do casulo tinha ficado para trás, parecia não existir, havia segurança, ousadia e coragem. Ela nem queria piscar os olhos, pois temia que todo aquele encanto e esse mundo fossem desaparecer. Tudo o que ela queria era acreditar que tinha criado asas e tinha forças para voar.
Mas de repente em um piscar de olhos, ela acordou, e tudo voltou ao normal, nada tinha mais aquelas cores, não havia brisa, não existia frescor das águas, as cores eram cinza. Porém uma coisa não voltou a ser como antes, sua vida não era mais a mesma, ela havia vivido uma experiência que ela acreditava ser real, apesar de saber que era um sonho. Agora restavam as belas lembranças, só restavam os bons momentos. O que restava era dar andamento em tudo sem acreditar que poderia novamente ver como ela viu, pois para ela a realidade era na cor que via agora, cinza....
Porém por uma coisa ela ficou muito, muito triste, ela continuava com medo, sem coragem e sem forças para sair do casulo e voar. A sua fonte de luz e energia que renovava suas forças em seu sonho já não existia mais, e ela preferiu ficar em seu lugar, sabendo que, o que lhe faltava era essa força, essa luz, e sua energia tinha se exaurido. Para ela cor, luz, beleza e energia não passavam de um sonho.
Mas ela se apegava a uma coisa para não desistir: ela não apagou e não queria apagar as lembranças e o sentimento de tudo que ela viveu naquele sonho. Apesar dos medos, ela conseguiu ter esperança de um dia perder esse medo e ter forças para romper as barreiras e poder voar.
Escrito por Ternurinha às 09h18
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